SEBRAE revela que maioria das empresas do RN é informal

Mais de 60% dos empreendimentos produtivos do Rio Grande do Norte não são formalizados. Mas é entre os que são registrados que está a maior parte dos empregos: 215 mil pessoas trabalham em empresas cadastradas nos órgãos públicos. Estes e outros dados sobre a economia potiguar estão reunidos no Cadastro Empresarial do Rio Grande do Norte (Cemp), cujos resultados foram apresentados ontem pelo Sebrae-RN. De acordo com a entidade, as tabelas completas estariam ainda ontem à noite disponíveis no site, com acesso gratuito a qualquer interessado.

Realizado em parceria com o Banco do Nordeste e a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal (CDL-Natal), o levantamento fez um mapeamento completo dos setores produtivos de todos os municípios do estado e identificou os negócios situados na zona urbana das cidades potiguares. Foram cadastrados 72 mil empreendimentos e, desse total, 66,3 mil são produtivos, ou seja, desenvolvem alguma atividade de impacto direto na economia - entre os demais estão associações, ongs, condomínios, etc. Dos 66.301 negócios classificados como produtivos, 60,9% deles são informais e somente 39,1% estão devidamente registrados.

Para o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, a presença forte de empreendimentos informais na pesquisa não trouxe surpresa. Segundo ele, o percentual encontrado no RN segue a tendência nacional e, como considerou apenas os informais em estabelecimentos, é menor do que o universo apontado pelo IBGE, que indica a existência de mais de 136 mil pessoas no RN que poderiam ser enquadradas no Empreendedor Individual - figura jurídica que reduz drasticamente a carga tributária para autônomos e microempresários que faturam até R$ 36 mil anuais.

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