Paróquia faz duras criticas ao Governo pela não realização do Auto de Santa Rita
O Blog da Paróquia de Santa Rita de Cássia trouxe na tarde de hoje uma matéria na qual faz duras criticas ao governo por não realizar neste ano o espetáculo "Rita, Senhora dos Impossíveis".
No texto, a Paróquia afirma que não tem condições financeiras de realizar o evento e que o Governo Municipal tentou viabilizar junto ao Governo do estado a exibição da peça, mas sem sucesso. Veja a critica na íntegra:
Alguns apaixonados pela cultura, procuram culpados, na verdade não existe culpado, existem responsáveis.
O evento, pela sua magnitude, a Paróquia de Santa Rita não pode arcar, não temos uma entrada financeira tão boa assim, ao ponto de patrocinar tal espetáculo.
A Prefeitura também tem o interesse de tal realização, mas não tem a devida condição, até porque o evento tem sido de uma cifra real alta. Mas tentou via Fundação José Augusto, mas sem sucesso.
Restou o "bloco" que se diz governo, ter o interesse e a responsabilidade de trazer o ALTO, para a nossa cidade. As desculpas são tamanhas, na verdade falta união e acima de tudo maturidade para se lutar em prol de um evento que ganha todo mundo. Ganha a cidade e região.
Por fim, o ALTO fica apenas na imaginação dos que já assistiram, com a esperança de haver uma união de todos em torno de tal projeto para o ano vindouro,já que vai ser o ano eleitoral.
Quem foi que disse que governo é para patrocinar festas religiosas e os protestantes, espiritas, budistas. Isso é uma maneira de fazer os enventos confiando nos outros, primeiro em Santa Cruz não tem esse monte de católicos que estão pregando nas esquina, esse mesmo povo roubaram a coroa da Santa, depois roubaram o dinheiro do Alto, queriam matar o padre, que católicos são esses?
Sanat Cruz tem que entender que uma cidade pobre, não dar para querer seguir as cidades que tem um comercio avaltado e ainda as pessoas gostam de fazer eventos, agora querer criar eventos para os outros bancar e os pilamntras aparecerem é muito interessante.
Acho que não entendi. A Igreja não tem dinheiro para realizar o Auto???? Isso é no mínimo duvidoso.
IMPOSSÍVEL? QUE PENA!
Medito nas palavras explicativas da igreja, em nota oficial (embora não assinada) em seu blog, cujo lamento tardio, para um bom entendedor, revela o imobilismo de seus interessados ou responsáveis para com a realização do auto; atitude explicitada na afirmativa de que ao seu parecer, somente em ano de eleição, as condições para a realização do auto surgem ou se configuram como favoráveis, já que a igreja não tem, como disse, condições financeiras para bancar o auto. Que pena seja esta a concepção “amadurecida”, da parte, que ao meu ver, deveria ser, entre todos os parceiros, o maior dos interessados, e cuja influência, quando quer, se faz bem sentir. Aliás, instituição religiosa e secular que por essência e excelência é ou deveria ser apartidária, condição esta “sine qua non” para o trânsito fácil em todos os governos com vistas à obtenção de seus dignos objetivos. Na nota, ficou claro que a igreja não fez gestão direta junto à Fundação José Augusto, para que o auto fosse mantido em sua terceira edição, ainda que com orçamento muito inferior aos dos gastos exagerados das duas edições anteriores, cujos despojos ou herança, ninguém sabe, ninguém viu. Talvez assim, com uma nova proposta mais modesta, quem sabe? contasse a igreja com a sensibilidade religiosa da atual governadora. Fosse qual fosse a resposta da mandatária do RN ou da gestora da FJA, teria feito o seu papel de reivindicar o reivindicável. Numa analogia bíblica, lavou as mãos e o auto se tornou impossível para a festa deste ano da padroeira das causas impossíveis.
Se a mesma lógica se aplicasse aos autos de Mossoró, então eu bem entenderia tudo como um ato meramente de interesse político, aí, eu, que não sou adepto de nenhuma religião ou partido, perderia completamente o interesse pelo auto, até mesmo como razão cultural e curiosidade estética em face de um objeto de arte (apresentação teatral), já que não seria uma tradição o que se apresentaria, fruto natural do interesse e da manifestação religiosa de um povo, mas tão somente um produto para o político de plantão, que subrepticiamente, como uma abelha rainha mal intencionada, apresentaria o mel da colmeia como ato exclusivamente seu, e portanto, independente do trabalho de todos os zangões e do maravilhoso necta das flores. Espero que também meditem em minhas palavras, que simples e sinceras, desde o princípio da discussão, foi tão somente para apresentar uma esperança na realização do auto, a partir do forte desejo e da mobilização de todos os envolvidos. De resto, restará sim em minha memória, as belas apresentações que eu vi, sobretudo, representado no envolvimento fervoroso dos artistas de nossa terra, cujo brilho nos olhos revelavam pela magia do teatro, a emoção de emocionar todo o público espectador, e mais este aprendizado.
Marcos Cavalcanti
Um apaixonado pela cultura
Esse prefeito é muito do fraco, não conseguiu manter um evento cultural tão lindo agora peça teatrais de fraca qualidade ele pode bancar sei naum viu