Poesias santa-cruzenses


DESIGUALDADE SOCIAL
    Adriano Bezerra

Eu fico pensando assim
Por que há desigualdade
Uns com rios de dinheiro
Pra gastar tudo a vontade
E mesmo com tanto bem
Nem olha praquele alguém
Que passa dificuldade.
 
Que vive de caridade
Batalhando pelo pão,
Mendigando pelas ruas
Sem emprego ou profissão
Vivendo em qualquer lugar
Sem casa para morar
Jogados no frio chão.
 
Diferente do barão
Que goza muita fartura,
Tem casa e apartamento,
Com a mais bela estrutura
Tem grana faz o que quer
Mora aonde ele quiser
Até lá noutra cultura.
 
O pobre se porventura
Começar a passar mal
Alguém faz o seu resgate
E leva pro hospital
Mas fica lá esquecido,
E muitos já têm morrido
Por falta assistencial.
 
Com quem tem muito real
É tudo bem diferente
Tem tudo particular
Pra quando ficar doente
Ser tudo feito na hora
Sem delonga, sem demora
Às pressas, urgentemente!
 
Tudo isso é procedente
Em nossa realidade
Poucos têm muito dinheiro
E gozam felicidade...
Enquanto muitos padecem
Trabalham, mas só perecem;
Que triste desigualdade!


Quem Sou Eu...

Quer saber você quem sou?
Respondo a dona Luzia
Respondo a seu José
Homem de sabedoria
O que sou e o que faço
Digo aqui sem embaraço
Eu me chamo João Maria.

Sou dessa Terra potente
Desse torrão potiguar
Que além de mexer com a rima
Meu trabalho é ensinar
Atuo como professor
E me dedico com amor
Em formar e informar.

Sou um cordelista novo
Não muito novo de idade
Mas novo na poesia
Aqui em minha cidade
Que procura pela rima
A minha matéria prima
Para mostar a verdade.

João Maria de Medeiros- O Poeta Cidadão

1 Response to "Poesias santa-cruzenses"

  1. Adriano Bezerra says:

    Agradeço Édipo por você está divulgando não só o meu, mas o trabalho de vários outros artistas competentes que temos em nossa cidade.

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