Poesias santa-cruzenses
FALANDO DE AMOR (Antonio de Pádua Borges)
Palavra usada e que de fato existe
Este ser oculto de prazer e dores...
E quantos fatos meu amor consiste
Porque tem perfume que não tem as flores
Mas, que junto ao mesmo, vem o tal ciúme
Outro ser oculto qual o mal vizinho
Que desta forma, meu viver resume
Sem saber jamais, o que é carinho...
Não sei o motivo e se tens razão
E porque o destino se faz tão perverso
Se tamanha culpa, tem meu coração
Assim por Deus, o meu perdão confesso
FUGA Nº 21 (Hélio Crisanto)
Quero tragar da vida todo o gozo
Embrenhar-me na rota das orgias
Exorcizar em mim um mundo escabroso
De ânsias, de limites, de avarias
Quero beber, cantar, pintar minha alegria
Num tom etéreo, multicor, melodioso
Sentir que o tédio é um mal improfícuo, danoso
Uma forma pálida de harmonia
Quero enfim, desatar-me dos marasmos
Flutuar de prazer no êxtase dos orgasmos
Abraçar na fuga a liberdade
E quando os dias parecer-me lentos
Não serei apenas escravo dos momentos
Partirei rindo da afoita mocidade
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