Poesias santa-cruzenses

MENINOS DA MISÉRIA (Diego Rocha Fernandes)

Como são frágeis essas criaturas
Que acordam com as manhãs
Após noites negras em precipícios
Resistindo a cada trago de seus vícios

Elas reinam nas ruas desertas
Com armas em vendaval de ódio
Revoltadas por terem uma vida difícil
Em cada ofício das renúncias

Nos olhares de abandono desses meninos
Há a calma hipócrita da sociedade
Que maquila o egoísmo em caridade

Mas eles adormecerão entorpecidos
Aborrecidos e vigilantes
·... Existirão para se vingar...

Pelos milhares de pequenos
Que se morreram nas fomes
Por amnésia dos grandes!



GAIOLA DA TRISTEZA (Chagas Rodrigues)

No passado eu já fui um passarinho
que cantou na floresta brasileira
hoje em dia estou de uma maneira
que não acho aconchego no meu ninho.
Cadavérico, cansado, tão sozinho
com o peito coberto de saudade
não sou mais quem já fui, tenho vontade
mas a minha matéria é indefesa
me prendi na gaiola da tristeza
ao lembrar quem já fui na mocidade.

1 Response to "Poesias santa-cruzenses"

  1. Anônimo says:

    Totalmente vazio este poema(pode assim ser chamado?) de Diego.

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