Poesias Santa-cruzenses
DEVANEIO (José Matias da Costa Filho)
Numa tarde de imensa tristura
Sentei-me na relva verdejante
E eis que num determinado instante
vi nuvens com estranha leveza
Passavam no céu. E que beleza
E que alivio para o meu peito arfante
Os gorjeios das aves! E adiante
O esplendor da rosa, a sutileza
Da suave brisa vespertina
A soprar lenta e vivificante
Por sobre a verdejante campina
Ah! como soprava lenta e pura
E como num glorioso instante
Para além se foi minha tristura
SERTÃO (Marcos Cavalcanti)
O galo canta,
o galão levanta
Pros goles secos
Das gargantas
A fila de balde
Espera embalde
Pela gota d'água
Que o tambor abriga
O açude feito
O sonho refeito
E a chuva rara
No chão rarefeiro
A água adiada
A previsão odiada
E as nuves negras
No céu trancadas
Numa tarde de imensa tristura
Sentei-me na relva verdejante
E eis que num determinado instante
vi nuvens com estranha leveza
Passavam no céu. E que beleza
E que alivio para o meu peito arfante
Os gorjeios das aves! E adiante
O esplendor da rosa, a sutileza
Da suave brisa vespertina
A soprar lenta e vivificante
Por sobre a verdejante campina
Ah! como soprava lenta e pura
E como num glorioso instante
Para além se foi minha tristura
SERTÃO (Marcos Cavalcanti)
O galo canta,
o galão levanta
Pros goles secos
Das gargantas
A fila de balde
Espera embalde
Pela gota d'água
Que o tambor abriga
O açude feito
O sonho refeito
E a chuva rara
No chão rarefeiro
A água adiada
A previsão odiada
E as nuves negras
No céu trancadas
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